Um líder religioso de 66 anos foi preso temporariamente na manhã desta sexta-feira (03) em Marialva (PR), na região de Maringá. Ele é investigado por ameaça, importunação sexual e estupro. A prisão ocorreu após denúncias de mulheres que frequentavam a denominação religiosa liderada por ele, segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR).
De acordo com o delegado Aldair Oliveira, responsável pelo caso, as vítimas relataram que, durante os rituais, eram conduzidas a um local reservado sob a justificativa de passar por um procedimento de "unção". Nesse momento, eram orientadas a retirar a roupa da parte superior do corpo, e o investigado tocava os seios delas e praticava outros atos de cunho sexual. "O que nos foi relatado está muito fora de qualquer tipo de liturgia, seja de qual religião for", afirmou o delegado.
Além da prisão, os policiais apreenderam o celular do investigado, que será encaminhado para perícia técnica. O suspeito nega as acusações e afirmou que outras pessoas frequentavam o local e participavam dos mesmos rituais. Ele ainda não foi interrogado formalmente; o depoimento deve ocorrer em etapa mais avançada da investigação.
A Polícia Civil não descarta o surgimento de novas vítimas. Segundo o delegado, há informações de que adolescentes e crianças também frequentavam o local, algumas vezes acompanhadas pelos pais e, em outras, desacompanhadas. "Diante dessas informações, não descartamos a possibilidade de que eventualmente algum menor de idade também tenha sido submetido a essas condutas. É uma hipótese que será devidamente apurada durante a investigação", afirmou.
O caso segue sob investigação da PCPR. O conteúdo do celular apreendido será analisado e pode contribuir para o avanço das apurações.
Fonte: Tnonline
Foto: Divulgação/PCPR

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