Advogado é suspeito de matar cliente após uso de cocaína e Ritalina

Foto: Divulgaçao

Uma discussão entre um advogado criminalista na casa do cliente de 48 anos depois de uma noitada regada a álcool e drogas, como cocaína e Retalína, terminou em homicídio na noite de ontem, dia 19 de maio, em um apartamento na Rua Tietê, na Zona 7, em Maringá, no Norte do Paraná.

Segundo informações apuradas no local, os dois consumiam bebidas alcoólicas no imóvel quando o suspeito começou a esmagar comprimidos de Ritalina, após terminar a cocaína, e inalar a substância. O medicamento, à base de metilfenidato, é utilizado no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Após o consumo, o advogado teria apresentado comportamento agressivo e iniciado uma discussão com a vítima. Durante o desentendimento, ele pegou uma faca de cozinha e atingiu o homem com diversos golpes dentro do apartamento.

Conforme a polícia, a vítima caiu inconsciente durante o ataque. Mesmo assim, as agressões continuaram. A ex-companheira e a filha do homem tentaram impedir a ação e entraram em luta corporal com o suspeito.

Ainda de acordo com a PM, o advogado também tentou atingir as duas mulheres, que conseguiram escapar. Durante a confusão, a ex-companheira da vítima utilizou uma panela de pressão para acertar o agressor na cabeça.

Após o crime, o suspeito tentou deixar o prédio, mas passou mal no corredor, sofreu uma convulsão e caiu. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros prestaram atendimento no local. O homem foi intubado ainda no edifício e encaminhado em estado grave para um hospital da cidade, sob escolta policial.

A área foi isolada para realização da perícia. Depois dos trabalhos da Polícia Científica, o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá.

Segundo informações repassadas pelas autoridades, o homem morto havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses e respondia a processos relacionados à Lei Maria da Penha. O advogado atuava na defesa do cliente e, conforme a investigação preliminar, os dois passaram a manter convivência fora do ambiente profissional.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do crime, ouvir testemunhas e analisar laudos periciais que deverão integrar a investigação.


Fonte:  Jornal Parana