Casos de hantavírus no Paraná acendem alerta; veja o que se sabe até agora

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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta semana a confirmação de dois casos de hantavírus ocorridos em fevereiro e abril de 2026. O comunicado estadual foi emitido após um alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre infecções e mortes em um navio de cruzeiro. A secretaria esclarece que as ocorrências no estado são da cepa silvestre, transmitida por roedores, e não possuem relação com o surto do cruzeiro, causado pelo vírus Andes, que permite a transmissão de pessoa para pessoa.

Os pacientes paranaenses são uma mulher de 28 anos, moradora de Ponta Grossa, confirmada em fevereiro, e um homem de 34 anos, de Pérola d'Oeste, com diagnóstico em abril. O Paraná registrou um caso anterior em 2025, no município de Cruz Machado. Atualmente, a rede de saúde investiga 11 suspeitas e contabiliza 21 casos descartados. O órgão estadual informa que o cenário está sob controle e mantém o monitoramento contínuo das notificações.

O registro de Pérola d'Oeste ocorre em um município localizado na fronteira com a Argentina. O Ministério da Saúde argentino soma 101 infecções por hantavírus desde junho de 2025, o dobro do volume contabilizado no período anterior. Os dados específicos do paciente da cidade fronteiriça não foram detalhados. Em relação à paciente de Ponta Grossa, a Secretaria Municipal de Saúde conduz a investigação e aponta que a contaminação ocorreu em outra cidade, ainda não informada.

O hantavírus é uma zoonose viral transmitida pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. A OMS indica que a exposição ao risco de contaminação aumenta em ambientes fechados e com pouca ventilação, a exemplo de galpões, paióis, silos e cabanas.

SINTOMAS

A hantavirose é uma doença viral grave transmitida por roedores silvestres, caracterizada por início súbito de febre (acima de 38°C), dor de cabeça, dores musculares (mialgia) e cansaço. Pode evoluir rapidamente para falta de ar intensa (síndrome cardiopulmonar) de uma a oito semanas após a exposição.

O diagnóstico do hantavírus é feito principalmente por exames de sangue para detectar anticorpos IgM (sorologia ELISA) ou através do método molecular RT-PCR, capazes de identificar o vírus. Os testes laboratoriais identificam a presença de anticorpos contra o vírus, que aparecem no sangue logo após a infecção.


Fonte: Tnonline