Um homem de 23 anos e sua ex-namorada foram presos por venda de atestados falsos na Grande Florianópolis. Os documentos eram vendidos a partir de R$ 50 e, segundo a Polícia Civil, foram registradas cerca de 3 mil transações fraudulentas. A operação ocorreu na quarta-feira (29).
As vendas eram feitas por meio de um site. Além de atestados, era possível comprar outros documentos fraudados, como receitas médicas, diploma de ensino médio, carteira de estudante, comprovante de residência e cartão para meia-entrada.
A investigação foi conduzida pelo Setor de Investigações e Capturas de Palhoça e iniciou após um médico realizar um boletim de ocorrência relatando que seus dados estavam sendo utilizados para os atestados falsos. Além disso, outras cinco empresas denunciaram o uso de documentos fraudados.
“Era extremamente elaborado, podia escolher a quantidade de dias, o CID da doença, um catálogo de médicos. Tudo isso fazia variar o preço, que partia de R$ 50”, destacou o delegado Matheus Mundim ao Cidade Alerta SC, da NDTV RECORD.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Nos endereços dos alvos, as equipes apreenderam mais de 30 carimbos médicos falsificados, selos do Ministério da Educação e da Secretaria de Estado da Saúde, motocicletas, cerca de 1 mil chips de telefone e 20 celulares.
Houve ainda o bloqueio judicial de criptoativos identificados em contas vinculadas aos operadores financeiros do grupo. Os oito investigados responderão pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Homem era responsável pelo esquema de atestados falsos em SC
Segundo a investigação, o homem de 23 anos era responsável por todo o esquema, que iniciou em setembro de 2025. A ex-namorada foi responsável por fornecer dados para pagamentos dos clientes, servindo como “laranja”.
“Ele estava em uma empresa e quis parar de trabalhar. Começou expedindo atestado para si mesmo. Depois, amigos e vizinhos começaram a pedir e ele pensou em profissionalizar. Queria levantar dinheiro, ajudar a família e parar, mas isso não acontece”, pontuou o delegado.
Fonte: ND mais
Foto: Divulgação/PCSC/ND Mais

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