Discussão envolvendo transferência via PIX termina em disparo e prisão no Paraná

Foto: CATVE

A Polícia Civil do Paraná prendeu, em Cascavel, o homem investigado pelo homicídio de Adilson Chaves, crime registrado em fevereiro deste ano em Santa Tereza do Oeste. A captura aconteceu no momento em que o suspeito chegava à casa da filha. Durante a ação, o filho dele também foi preso em flagrante.

O delegado Marcos Fontes falou com a reportagem e deu mais detalhes do caso. O crime ocorreu no dia 18 de fevereiro, no distrito de Santa Maria. Autor e vítima eram amigos de longa data e haviam trabalhado juntos ao longo do dia. Após o expediente, os dois foram até um bar, onde começaram a discutir por causa de uma transferência via PIX.

Durante a discussão, o suspeito teria sacado um revólver e efetuado disparos que atingiram a mandíbula e o abdômen da vítima. Adilson Chaves foi socorrido e permaneceu internado em estado grave por cerca de dois meses, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 18 de abril.

"O autor do fato é uma pessoa nervosa, uma pessoa que demonstrou uma frieza muito grande. Desde a data do fato, ele não procurou o poder publico, não procurou amenizar as consequências do crime, como por exemplo, procurar os familiares da vítima para indenização, ajuda hospitalar nem nada. Estava desempenhando suas atividades com maior tranquilidade", disse o delegado.

Nas buscas, os policiais localizaram a arma usada no homicídio, um revólver cromado, escondido na casa do filho do suspeito. Ele foi detido por posse irregular de arma de fogo.

Pai e filho foram encaminhados à Central de Flagrantes e, após os procedimentos, levados à Cadeia Pública, onde permanecem à disposição da Justiça.

O investigado deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil, crime com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão.

A prisão faz parte da Operação Estopim, que, segundo a polícia, faz referência à motivação considerada fútil do crime.

Fonte: CATVE